Oração da Gestalt-terapia

Eu faço minhas coisas,
você faz as suas
Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas
E você não está neste mundo para viver de acordo com as minhas
Você é você e eu sou eu
E se por acaso nos encontramos, é lindo
Se não, nada há a fazer.
Fritz

domingo, 10 de abril de 2011

Gestalt: Ansiedade e Caráter

Perls (1977), afirma que sua definição de ansiedade é que ela é o vazio entre o agora e o depois. Sempre que você abandonar a base segura do agora, e ficar preocupado com o futuro, você experienciará a ansiedade. E nós preenchemos este vazio entre o agora e o depois com seguros, planos, empregos fixos, e assim por diante.
A ansiedade é a excitação diante de algo que esta por vir a acontecer, se fantasia sobre este futuro incerto criando expectativas que podem ser boas ou ruins. Estas expectativas são o medo em relação ao papel que queremos desempenhar, a busca da realização de uma imagem. Por não conseguir tolerar essa tensão de ficar no vazio tentam tornar o futuro seguro e deixam de se arriscar, não interagem com o seu próprio potencial e seguem padrões repetitivos interferindo no desenvolvimento natural do indivíduo. A energia que deveria ser dirigida para a ação fica mobilizada no excitamento e interrompe o ciclo normal de auto-regulação, o indivíduo não se atualiza e não se desenvolve. O ego se cristaliza, se comporta de forma habitual e sem consciência.
Criam-se comportamentos definidos na forma de hábitos e papéis padronizados. Essas condutas enrijecidas, Perls chamou de caráter:
Quanto mais caráter uma pessoa tem, menor é seu potencial. Isto parece um paradoxo, mas a pessoa com caráter é aquela que é previsível, que tem apenas um número determinado de respostas fixas. É a repetição das atividades que se torna depois um hábito, a mesma ação que fica cada vez mais fácil – um caráter, um papel fixo. (PERLS, 1977)
O caráter tem a função de diminuir a ansiedade já que não é preciso mobilizar energia para a ação.

PERLS, F. S. Gestalt-Terapia Explicada. São Paulo: Summus, 1977

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua mensagem!